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Desfechos do desastre anunciado: 18º lugar e Cruzeiro na berlinda

Time celeste perde em casa para o Flamengo e vê CSA o ultrapassar na tabela

Uma sequência pesada aguardava o Cruzeiro nos três últimos jogos. Grêmio, Palmeiras e Flamengo. Poucos eram aqueles que apostavam em algum resultado positivo para o time mineiro.  E, incrivelmente (ou não, nesse caso), a Raposa não decepcionou. Zero pontos em três jogos, como o torcedor mais realista esperava. Nem um pontinho roubado para fugir da mesmice. Das derrotas.

O último jogo era duro. O Flamengo, atual líder, melhor elenco e melhor futebol do país, viria ao Mineirão enfrentar o Cruzeiro que, bem, todos já sabemos. Não foi um massacre como muitos esperavam. Mas não passou perto de ser o suficiente. Afinal, quem imaginava, há um ano, um torcedor ver o Cruzeiro perder num Mineirão cheio e ficar de certo modo aliviado de não ser de muito?

Mas o 2019 é tenebroso para o Cruzeiro. E se não bastasse a derrota para um adversário indigesto, em casa, com 40 mil torcedores, o gol do triunfo teria que ser dele: Arrascaeta. O ex-camisa 10 celeste, que saiu do time de forma desrespeitosa e ingrata no início do ano, marcaria um bonito gol. Ele não comemorou para mostrar o respeito que já provou não ter a camisa estrelada. E esse nome, atualmente, não lembra nada de bom. Afinal, boa parte dos valores destinados ao Cruzeiro, por sua venda, estão congelados na justiça, fruto das dívidas azuis.

Desfechos do desastre anunciado: 18º lugar e Cruzeiro na berlinda
O ano de 2019 não tem sido nada fácil para o Cruzeiro – Alexandre Vidal/Flamengo

Queda na tabela

E, mais uma vez, como se não bastasse perder do jeito que foi, uma vitória do CSA, neste domingo (22), jogou o Cruzeiro uma posição para mais fundo no poço. Enquanto a corajosa equipe alagoana, depois de muito tempo, deixou a zona de rebaixamento, os mineiros foram atirados à 18ª colocação.

Ainda há tempo de se safar. A sequência do campeonato colocará adversários diretos do Cruzeiro contra o descenso à frente. E já não haverá mais a desculpa do rival mais forte em nomes. Se essas vitórias não vierem, torcedor, é melhor se preparar para o pior.

E mais uma coisa. Foi comprovada mais uma coisa já esperada.  A saída de bola “moderna”, nos custou caro. Gabriel Barbosa lhe agradece Rogério Ceni. O Flamengo também. Melhor um chutão na mão que duas “Lavolpianas” voando.

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