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Quem será o novo técnico do Cruzeiro? Veja as principais opções

Após o empate contra o Ceará por 0 a 0, a direção do Cruzeiro decidiu por terminar o curto ciclo de Rogério Ceni na equipe. Agora, resta à conturbada diretoria celeste agir no mercado e conseguir efetuar a contratação de um treinador que possa ajudar a Raposa a evitar um inédito rebaixamento em sua história. Veja os nomes mais cotados e o que eles podem oferecer ao Cruzeiro.

Felipão

Multicampeão, Scolari passou pela Raposa em 2001, deixando a equipe para assumir a Seleção Brasileira, onde se sagrou pentacampeão mundial, em 2002. Anos depois, Felipão volta a ter seu nome ventilado no Cruzeiro. O último trabalho do treinador foi no Palmeiras, clube em que venceu o Brasileirão de 2018. Informações dão conta que a cúpula cruzeirense já procurou o Scolari. Apesar do salário alto, o gabaritado treinador possui culhão e pulso firme para lidar com o polêmico elenco celeste. Famoso por suas “famílias”, Felipão talvez seja o nome certo para domar o quente ambiente do clube. A dificuldade fica no desejo do treinador em assumir um novo trabalho apenas em 2020, de preferência, na China.

Quem será o novo técnico do Cruzeiro? Veja as principais opções
Felipão comandou o Cruzeiro no início dos anos 2000 – Crédito da foto: TV Globo

Abel Braga

Desempregado desde maio, quando se demitiu do Flamengo, Abel Braga está livre no mercado. O treinador possui um estilo de jogo bastante criticado por imprensa e torcidas, mas, assim como Felipão, também se encaixa na linhagem “paizão”. Abel já trabalhou e foi vitorioso com nomes como Fred e Thiago Neves, líderes do atual plantel e que foram acusados como pivôs das demissões de Mano Menezes e Rogério Ceni. O treinador também possui uma média salarial alta.

Quem será o novo técnico do Cruzeiro? Veja as principais opções
Último trabalho de Abel, no Flamengo, foi muito criticado pela imprensa – crédito da foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Dorival Júnior

Quando o Cruzeiro trouxe Ceni, Dorival era o plano B. Há quem diga que o técnico era o nome certo para aquele momento. Rogério caiu e o nome de Júnior voltou a ser cotado para o comando da Raposa. Entretanto, segundo informações do setorista Samuel Venâncio, Dorival terá de se submeter a um processo cirúrgico e não poderá assumir nenhum trabalho por enquanto. Em 2007, o treinador trabalhou no Cruzeiro e classificou o time para a Libertadores. Durante sua carreira, o Dorival ficou marcado por resgatar times do rebaixamento, como fez com o Atlético-MG (2010), Palmeiras (2014) e São Paulo (2017). Além disso, possui tato para lidar com jogadores jovens e da base, algo muito cobrado pela torcida cruzeirense.

Cuca

Outro nome ventilado é o de Cuca. O treinador se demitiu do São Paulo nesta quinta, após derrota para o Goiás e está livre no mercado. Cuca fez bom trabalho no Cruzeiro, em 2010 e 2011. Todavia, atualmente o treinador não vive boa fase e tem acumulado desavenças nos clubes onde passa. No Palmeiras, rivalizou com Felipe Melo. No Santos, o desafeto foi o presidente José Carlos Peres. Como a Raposa vive um momento interno extremamente delicado, talvez o nome do treinador não seja o mais indicado. Apesar disso, Cuca também possui bom retrospecto em salvar times do rebaixamento. Em 2009, resgatou o Fluminense numa heroica arrancada no final do campeonato. Ano passado, ajudou o Santos a sair da zona de rebaixamento e se manter na Série A.

Cuca teve boa passagem pelo Cruzeiro e ganhou um estadual, além de ser vice campeão brasileiro – Crédito da foto: Divulgação/Cruzeiro

Adilson Batista

O último nome tem história na Raposa, como jogador e como técnico. Adilson fez ótimo trabalho no Cruzeiro em 2008 e 2009, tendo alcançado um vice-campeonato na Copa Libertadores de 2009. Porém, depois disso o treinador nunca mais conseguiu engatar um trabalho regular no futebol, sendo, inclusive, rebaixado por diversas vezes. No ano passado, o técnico caiu com o América-MG. Talvez não seja o melhor nome para o momento.

A situação é dramática. A crise é política, esportiva e financeira. Outra escolha errada talvez seja a pá de cal num dos maiores orgulhos que torcida cruzeirense possui: o fato de nunca ter sido rebaixado. Além de fazer uma contratação certeira, a diretoria do Cruzeiro tem a obrigação de blindar o novo treinador, situação que faltou no trabalho de Ceni. Ademais, o corpo de jogadores precisa se unir novamente e jogar pela torcida, pelo clube e pela história.

Obviamente, é mais difícil cobrar postura de um profissional quando os salários estão atrasados, como no caso do Cruzeiro. Mas às vezes, todos precisam se sacrificar minimamente.

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