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Rogério Ceni não é mais treinador do Cruzeiro após cavar sua própria cova

Treinador não resiste a atrito com elenco celeste

Menos de dois meses após chegar ao Cruzeiro, o treinador Rogério Ceni não resistiu aos atritos com o elenco e foi demitido. Apesar de o resultados não terem aparecido, foram duas vitórias e dois empates em oito jogos, a principal causa da demissão foi os atritos com jogadores do clube.

Trocas de farpas na imprensa, questionamentos e responsabilizações diretas por erros acabaram minando a relação técnico x elenco. O estopim aconteceu nesta quarta-feira (25), quando Rogério Ceni não gostou do conteúdo de uma reunião proposta pelo elenco, para questionar a não utilização do armador Thiago Neves.

Segundo informações, a relação de Rogério Ceni com o elenco estrelado vinha se deteriorando a muito tempo. Mas, o apoio de um certo grupo, formado pelos jogadores com mais tempo de casa do elenco (Fábio, Léo, Henrique, por exemplo) mantinha o grupo nos eixos. Só que, após o gol sofrido na derrota para o Flamengo, no último fim de semana, o apoio desses jogadores se perdeu. Rogério responsabilizou o goleiro Fábio pelo erro na saída de bola, que acabou ocasionando o gol flamenguista. Mesmo esses erros tendo sido frequentes durante toda a passagem de Ceni.

Rogério Ceni não é mais treinador do Cruzeiro após cavar sua própria cova
Os pivôs do fim do casamento Rogério Ceni x Cruzeiro – Crédito da foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Trabalho insuficiente

Que Rogério Ceni tem personalidade forte, já é sabido. Uns até arriscam em classificar com arrogância. O técnico coleciona problemas de relacionamento profissional desde sua época de jogador, já tendo sido, inclusive, causador de demissão de treinadores (curioso, não?!). No seu período de treinador do São Paulo, ficou conhecido por não assumir seus erros, jogando estes para os jogadores. E no Cruzeiro, acabou fazendo o mesmo.

O problema é que, ao bater de frente com o elenco, Rogério precisaria de argumentos para justifcar o respaldo que queria para agir como bem queria. Esses argumentos seriam trabalho consistente e resultados. Ceni não tinha nenhum dos dois. O treinador obteve apenas 33,3% de aproveitamento enquanto comandou o clube. Foram oito jogos, com duas vitórias, dois empates e duas derrotas. Seis gols feitos e onze sofridos.

Há quem defenda que ele não é culpado, que pegou uma “bomba”. Mas ele foi contratado exatamente para desarmar essa bomba. E não conseguiu. Dentro de campo sucessivos erros, teimosias, que ele só mudava após desastres. Nos jogos que venceu, não convenceu. Nos que empatou, deveria ter ganho. Não podemos confundir. Rogério era o menos culpado. Mas ainda assim, tinha culpa.

E agora, quem poderá nos defender?

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