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39 anos de Fábio, um patrimônio da torcida celeste

Jogador fez aniversário na última segunda-feira (30)

Na última segunda-feira (30), o goleiro Fábio completou 39 anos de idade, sendo 14 deles dedicados ao Cruzeiro. Um grande ídolo, Fábio ficou marcado na história celeste por causa de grandes defesas, títulos importantes e fidelidade à camisa, mas também é possível destacar as dificuldades vividas pelo goleiro com a camisa celeste, que foram vencidas com atuações épicas. Relembre aqui alguns momentos importantes do goleiro durante sua caminhada na Raposa.

39 anos de Fábio, um patrimônio da torcida celeste
Crédito da foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

Má atuação e eliminação para o Paulista de Jundiaí na Copa do Brasil de 2005

Definitivamente, não foi a noite de Fábio. O goleiro teve uma atuação para esquecer e provocou falhas que levaram o Cruzeiro a ser eliminado naquela semifinal. Ali se iniciava uma grande desconfiança por parte da torcida em relação ao goleiro. Esse sentimento só foi diminuir consideravelmente em 2017 e 2018, quando o camisa 1 foi protagonista do bicampeonato da Copa do Brasil.

Atlético 4-0 Cruzeiro e o gol de costas em 2007

Na final do Mineiro de 2007, o time atleticano goleou o Cruzeiro no primeiro jogo, resultado esse que levou o time de Lourdes ao título. Mais do que o título estadual, a partida ficou marcada pelo famoso gol de costas de Vanderlei sobre o goleiro Fábio. Esse tento é motivo de orgulho para os atleticanos até hoje, mas para Fábio, serviu como uma virada de chave na vida. Após a final, o goleiro se afastou dos gramados para tratar de uma lesão e, segundo ele, foi o momento em que se aproximou de Deus, conseguindo assim uma grande evolução como pessoa e profissional. Durante esse momento, o goleiro esteve perto, inclusive, de deixar o Cruzeiro.

Estudiantes 0-0 Cruzeiro: o quase herói

Em 2009, o Cruzeiro surpreendeu e chegou à final da Libertadores. Com um time bom, porém pouco badalado, a Raposa aniquilou adversários como São Paulo e Grêmio e se tornou finalista da competição. Como sempre, Fábio se destacou na campanha, mas foi no primeiro jogo da final em que ele mais se destacou. Fazendo defesas fantásticas, o goleiro impediu que o Cruzeiro fosse para BH com uma derrota acachapante. Entretanto, o time de Adílson Batista perdeu a volta por 2-1 e ficou sem o troféu. A atuação de Fábio foi marcante, e é possível afirmar que, caso a Raposa tivesse se sagrado campeã, o camisa 1, provavelmente, teria o status de um herói daquela conquista.

Final do Campeonato Mineiro de 2011

Poucos dias antes da decisão, o Cruzeiro havia sido eliminado precocemente da Libertadores pelo modesto Once Caldas. Era o fim do encantador Barcelona das Américas. Além disso, a Raposa havia perdido o primeiro jogo da final do estadual para o rival e chegava desacreditada para levar  o título. No vestiário, Fábio assume seu papel de líder e faz um discurso motivacional que arrepia e ecoa entre a torcida celeste até hoje. Ficou marcado. Em campo, o goleiro fez o de sempre: defesas fundamentais. Contudo, é possível destacar a intervenção sobre Magno Alves que, aos 28 minutos do segundo tempo, saiu frente à frente com Fábio e lá estava o camisa 1 para salvar a Raposa. Dois minutos depois, o Cruzeiro abriu o placar com Wallyson e depois ampliou, com Gilberto. No final, o capitão Fábio ergue a taça.

Lenda
Fábio no ano de 2011 – Crédito da foto: Juliana Flister/VIPCOMM

Bicampeonato Brasileiro de 2013 e 2014

Apesar dos inúmeros milagres, faltava algo a Fábio: títulos expressivos. Em 2013 e 2014, a espera acabou e de forma dupla. Apesar do ótimo time que a Raposa tinha, Fábio apareceu diversas vezes para salvar a equipe, como no jogo contra o Goiás, em 2014, em que o Cruzeiro se sagrou o campeão daquele ano. Essas conquistas foram fundamentais para o goleiro se afirmar ainda mais como um grande ídolo azul.

Veja também: Fábio – de muralha à lenda azul

Má fase, lesão em 2016 e novo renascimento

Em 2016, o Cruzeiro não fazia bom ano. Foi eliminado para o América no Campeonato Mineiro, não disputou a Libertadores e fazia péssimo Brasileirão no comando de Paulo Bento. Fábio também não estava bem. Acima do peso, criticado pela torcida e não era mais unanimidade. Em um jogo pela primeira rodada do returno, contra o Coritiba, Fábio se chocou com Kazim e lesionou gravemente o joelho. O goleiro ficou de fora até o fim da temporada. Seu substituto, Rafael, deu conta do recado e ajudou o Cruzeiro a sair da situação ruim na tabela.

No ano seguinte, Fábio retornou de lesão e a incerteza sobre sua titularidade rondava a Toca da Raposa. Todavia, o camisa 1 apareceu mais magro e completamente melhor do que no ano anterior. Mano Menezes bancou sua titularidade e era o começo de uma era lendária do goleiro.

Copa do Brasil 2017

Após os títulos brasileiros, a cobrança que rondava Fábio era sobre ser decisivo em competições eliminatórias. O ano de 2017 veio para derrubar esse mito. Fábio foi um dos maiores responsáveis pelo título da Raposa, quebrando um jejum de 14 anos na competição. Além das defesas rotineiras, o goleiro defendeu uma penalidade de Luan do Grêmio, na semifinal e de Diego, do Flamengo, na final. A história estava feita. O Cruzeiro era penta e Fábio era o herói.

Copa do Brasil de 2018

Nessa campanha, o Cruzeiro teve mais tranquilidade do que em 2017, mas isso não impediu que Fábio fizesse mais milagres. Nas quartas de final, Raposa e Santos empataram no agregado e o jogo foi para os penâltis. Fábio fez o impossível. Defendeu três penalidades dos paulistas em sequência e levou Raposa às semifinais da competição e, posteriormente, ao segundo título consecutivo. Uma verdadeira lenda.

Lenda celeste

Além de todos esses momentos, Fábio coleciona algumas honrarias que engrandecem sua história. O goleiro foi eleito melhor da posição no Brasileirão por duas vezes, 2010 e 2013. Além disso, com 841 jogos, é o jogador com mais jogos pelo Cruzeiro.

Fábio também é reconhecido por ter sido injustiçado na carreira em relação à Seleção Brasileira. Apesar de ter sido campeão da Copa América em 2004, o goleiro nunca mais recebeu oportunidades, mesmo tendo vivido muitos anos de regularidade e diversos auges com a camisa do Cruzeiro. Entretanto, Fábio se diz completo e realizado na carreira por ter atingido o posto de ídolo cruzeirense.

Mais que um ídolo, um porto seguro. Esse é Fábio para a nação azul. E a mesma enxerga nele uma das poucas esperanças para resgatar a Raposa da incômoda situação no Brasileirão.

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