Análises

Qual é o saldo da contratação de Rodriguinho para o Cruzeiro?

Jogador veio para suprir a saída de Arrascaeta, mas ainda não se firmou.

Quando o Cruzeiro perdeu Arrascaeta, negociado com o Flamengo, no início do ano, alguns nomes foram ventilados para reforçarem o meio-campo azul. Por fim, Rodriguinho e Marquinhos Gabriel foram os escolhidos para a missão. Apesar do, até então, cartola cruzeirense, Itair Machado, ter afirmado que Marquinho renderia mais que Arrascaeta, era em Rodriguinho que a torcida celeste depositava esperança.

Após se destacar no Corinthians em 2016, 2017 e 2018 e ter passagens pela Seleção Brasileira, Rodriguinho se firmou como um dos melhores jogadores do Brasil. Após isso, o Cruzeiro decidiu desembolsar cerca de 22 milhões de reais pelo jogador, ao Pyramids, do Egito, por sua contratação. Esses fatores credenciaram o camisa 23 ao posto de novo craque da Raposa. Entretanto, o ano de 2019 vem mostrando uma realidade completamente diferente.

A contratação do meia foi um pedido do técnico Mano Menezes que, em 2017, chegou a afirmar que o Rodriguinho era o melhor jogador do futebol brasileiro na época.

“Acho que o melhor jogador que está jogando no futebol brasileiro hoje é o Rodriguinho, do Corinthians. É o que está jogando mais futebol”, afirmou Mano Menezes.

Todavia, independentemente de preferências pessoais, enxergar semelhanças entre Rodriguinho e Arrascaeta, e buscar no camisa 23 uma alternativa à saída do atual flamenguista, é um completo equívoco. Além de toda a superioridade técnica do uruguaio, os dois possuem características completamente diferentes. Enquanto Arrascaeta prefere jogar pelo lado, construindo o jogo e cortando para dentro, o brasileiro atua pelo meio, atrás do centroavante, quase como um segundo atacante e usando seu bom poder de definição. É possível dizer que Rodriguinho se assemelha muito mais a Thiago Neves do que com Arrascaeta.

Apesar disso, Rodriguinho começou bem o ano. Fez ótimo Campeonato Mineiro e bela primeira fase de Libertadores. Thiago Neves estava machucado, o que deu liberdade para o camisa 23 atuar em sua posição preferida. Nesse período, Rodriguinho fez 20 jogos e marcou oito gols.

Rodriguinho comemora gol na Copa Libertadores – Crédito da foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

Pouco tempo depois, Rodriguinho sofreu sua primeira lesão. Curiosamente, ocorrida no período de retorno de TN10. Juntos, os dois atuaram muitas poucas vezes. Em julho, o ex-Corinthians passou por uma cirurgia na região lombar que o tirou dos gramados até os dias atuais. Agora, o atleta novamente irá se submeter a uma cirurgia na mesma região que a anterior e não deve retornar ao futebol esse ano. Ou seja, não poderá ajudar o Cruzeiro na luta contra o rebaixamento.

Contudo, se excluirmos as contusões, Rodriguinho conseguiria provar o investimento que nele foi feito?

Alguns pontos precisam ser levados em consideração. Rodriguinho não traria quase nada de diferente em questão de características a Raposa, por suas semelhanças com Neves. Ademais, cabe ressaltar que o jogador tem 31 anos. Mesmo que rendesse tecnicamente, dificilmente traria retornos financeiros ao clube. Na situação que o Cruzeiro se encontra, negócios desse porte são extremamente nocivos à saúde monetária da instituição.

Na altura da contratação, poucos torcedores e jornalistas se mostraram contra a mesma. Alguns pediam a busca por jogadores jovens baratos e com potencial.

E aí, torcedor. A contratação de Rodriguinho foi correta? Ele ainda pode ajudar o Cruzeiro? Qual o saldo do negócio?

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