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Por onde anda #8: Geovanni

Jogador, que vestiu azul no final dos anos 1990, perdura até hoje como uma das maiores vendas da história do clube

Sabe aquele personagem que passou pelo seu time e deixou saudades (ou não)? Que protagonizou ou pelo menos participou de momentos importantes da história de seu clube, sejam eles bons ou ruins? Pois bem. O Mais Cruzeiro, com a coluna “Por onde anda”, irá relembrar algumas dessas personalidades que passaram pela Raposa. Toda semana iremos falar da trajetória do escolhido no clube, fatos interessantes em sua carreira e por onde ele anda, atualmente. E, nesta quarta-feira (20), relembraremos de um jogador decisivo, que mesmo tendo deixado o clube há 20 anos, ainda perdura como uma das maiores vendas da história do time: o meia Geovanni.

Autor do gol que deu ao Cruzeiro o título de tricampeão da Copa do Brasil, em 2000, Geovanni é um nome inesquecível para o torcedor celeste. Além dos diversos troféus conquistados e da habilidade em campo, o meia ostenta até hoje a marca de ter sido uma das vendas mais caras da história do Cruzeiro. Em 2001, o jogador deixou o clube mineiro para assinar com o Barcelona, que pagou a bagatela de € 21 milhões, que equivalia, na época, a R$ 44 milhões.

Confira abaixo o gol decisivo de Geovanni na final da Copa do Brasil de 2000:

Carreira

Geovanni Deiberson Maurício Gómez nasceu no pequeno município de Acaiaca, com população de 4 mil pessoas, localizado na microrregião de Ponte Nova, interior de Minas Gerais, no dia 11 de janeiro de 1980. Revelado pelo Cruzeiro, o meia se destacava pela habilidade, velocidade e dribles.

Cruzeiro

Revelado pelo clube em 1997, Geovanni estreou com a camisa do time no Campeonato Mineiro daquele ano, no dia 30 de março. Apesar de debutar cedo, não teve muitas chances na temporada e só conseguiu protagonismo em 1998. Naquele ano conquistou o estadual e a Recopa Sul-Americana, tendo feito, inclusive, gols nas duas finais da competição continental.

Mas quem pensava que o bom desempenho na Recopa garantiria Geovanni no time principal do Cruzeiro, se enganou. Logo após as conquistas, o jogador foi emprestado ao América-MG, clube pelo qual disputou o Brasileirão daquele ano, disputando 15 jogos e fazendo um gol.

Copa do Brasil de 2000

O jogador retornou ao Cruzeiro em 1999, mas ainda assim continuou sendo reserva. O meia só assumiria a condição de titular no ano de 2000, quando ajudou o time celeste a conquistar o tricampeonato da Copa do Brasil, em cima do São Paulo. Na ocasião, Geovanni protagonizou um dos momentos mais emocionantes da história do clube. Após um empate em 0 a 0 no jogo de ida, no Murumbi, a Raposa saiu atrás no placar no Mineirão e conseguiu empatar, com Fábio Júnior, aos 35 da segunda etapa. E quando tudo parecia perdido, o jovem camisa 11 apareceu.

Nos últimos minutos de jogo, após um vacilo da defesa do São Paulo, Geovanni tomou a frente do zagueiro Rogério Pinheiro e, quando sairia na cara do gol de Rogério Ceni, foi agarrado pelo defensor paulista. Falta próxima da grande área e expulsão do jogador são-paulino. Na cobrança, o jovem de 20 anos assumiu a responsabilidade e, num chute potente, que atravessou a barreira, marcou o gol do título celeste no momento final daquele jogo, fazendo o Mineirão explodir em comemoração.

Por onde anda #8: Geovanni, tricampeão da Copa do Brasil, pelo Cruzeiro
Geovanni se preparando para fazer história, na Copa do Brasil de 2000 – Crédito da foto: Paulo Filgueiras/Estado de Minas

Saída e retorno

Iluminado, Geovanni ainda teve outro momento de glória no Cruzeiro, quando marcou um dos gols celestes na final da Copa Sul-Minas, em 2001, vencida, também, pelo time estrelado. Após a conquista, o jogador foi vendido em transferência recorde para o Barcelona, da Espanha: € 21 milhões.

O jogador ainda iria vestir a camisa azul novamente, nos anos de 2006 e 2007, mas sem o sucesso de outrora.

Pós-Cruzeiro e dias atuais

No Barcelona, apesar do alto investimento, Geovanni não emplacou. Foram 43 jogos disputados e apenas três gols marcados com a camisa do time catalão. O desempenho abaixo das expectativas acabou gerando um empréstimo para o Benfica de Portugal. Nas Águias, o desempenho do meia cresceu e, entre 2003 e 2006, o atleta disputou 131 partidas, marcando 23 vezes. Em meados de 2006, Geovanni voltaria ao clube que o revelou, para disputar o Brasileirão.

Após a passagem frustrada pelo Cruzeiro, Geovanni voltou ao exterior, para jogar no ainda não milionário Manchester City. Por lá ficou por uma temporada e, apesar de não ir de todo mal, não conseguiu se firmar como titular e, após um ano, deixou o time com destino ao Hull City. Nos Tigres, o jogador teve excelente desempenho e se tornou ídolo da torcida. Mas, após ajudar a livrar o time do rebaixamento em sua temporada de estreia, o meia não conseguiu repetir o feito na temporada seguinte, tendo que deixar o time por seu alto salário. No modesto clube inglês, o jogador ficou marcado por gols contra gigantes ingleses, como Arsenal, Liverpool, Tottenham e os Manchester United e City, além de ter sido responsável por anotar o primeiro gol da história de sua equipe na primeira divisão inglesa.

Após deixar a Inglaterra, Geovanni ainda jogou pelo San Jose Earthquakes, dos Estados Unidos, antes de voltar ao Brasil, quando jogou sem sucesso no Vitória, América-MG e Bragantino, até se aposentar, em 2013.

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