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Números mostram que setor de criação será grande desafio de Ney Franco no Cruzeiro

Se o Cruzeiro, agora de Ney Franco, vive um péssimo momento na temporada, muito se deve a falta de criatividade do time na armação de jogadas. Atuando até agora na temporada num esquema que conta com um centroavante fixo, Marcelo Moreno, e dois pontas incisivos, Arthur Caíke e Airton, se torna imprescindível que o meio celeste crie situações que facilitem a finalização destes atletas.

Ainda não se sabe como Ney Franco montará a equipe celeste, se seguirá o que Enderson Moreira vinha fazendo, tanto em nomes quanto em esquema de jogo, mas se sabe que será imprescindível uma melhora na criação.

Números

Essa necessidade cresce ainda mais com a forma de jogo dos volantes do Cruzeiro, que se infiltram pouco na área. Prova disso é o baixo índice de finalização de Henrique, 0.4 por jogo, e Jadsom, 0.7 por jogo. Isso configura que o camisa 8 tem média de uma finalização a cada dois jogos e meio, e o camisa 16, uma a cada um jogo e meio.

Na última partida, contra o CRB, mesmo jogando em casa, o Cruzeiro finalizou apenas oito vezes, somente duas delas na direção do gol. Isso representa mais de 10 minutos entre cada finalização e mais de 45 minutos a cada chute certo. Além disso, destas oito citadas, quatro foram travadas, portanto nem chegaram a fazer o trajeto do chute.

Os meias

O processo de criação do time passa muito pela dupla de volantes, que precisa ser mais intensa e se aproximar mais do ataque, com maior velocidade, e dos armadores, hoje talvez o maior problema do Cruzeiro.

Régis e Maurício, frequentemente escalados no setor, vivem má fase e ainda não se encontraram na competição. Muito inconstantes, os jogadores participam pouco do jogo e quando participam, por muitas vezes tomam decisões erradas.

Maurício

Contra o CRB, Maurício foi o titular e tentou dar 25 passes, tendo conseguido acertar 21 deles. É um número baixo para um jogador da posição. E a situação se agrava mais quando somente um desses passes foi considerado decisivo. Além disso o jogador nem chegou a tentar algum drible na partida.

Régis

No seu lugar, durante a partida, entrou Régis, que não melhorou em nada o setor. O camisa 10 celeste também terminou o jogo sem nenhum drible tentado. Além disso, tentou 17 passes, acertando 13 deles, nenhum sendo decisivo. Contando que ficou somente 24 minutos em campo, seus números podem ser considerados proporcionalmente melhores que o de Maurício, o que não é tarefa das mais difíceis.

Marco Antônio

Ainda sem chances na temporada, o jovem meia Marco Antônio pode surgir como opção, caso a má fase de Régis e Maurício perdure. Menos intenso, mas acima da média no passe, o jogador pode acrescentar em qualidade técnica, funcionando como um distribuidor de bolas. Quando jogou contra o CRB, no jogo de volta da terceira fase da Copa do Brasil, o meia ficou em campo por 24 minutos e tentou 11 passes, acertando somente seis. Mas destes, dois foram considerados passes decisivos, além de ter conseguido acertar um drible de dois tentados e um cruzamento, também de dois tentados. Apenas nesse curto período, o desempenho do jogador foi superior ao de Maurício e Régis somados, em pontos importantes do jogo.

Números mostram que setor de criação será grande desafio de Ney Franco no Cruzeiro
Ainda sem muitas chances, Marco Antônio pode ser uma luz no fim do túnel – Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Resta saber agora se Ney Franco terá solução para a criação celeste, visto que esse problema acaba afetando outros jogadores, como Marcelo Moreno, que recebe poucas bolas em condição de finalizar e acaba tendo que deixar a área demasiadas vezes. Apesar de ser o início de um trabalho, o jogo contra o Vitória, na sexta-feira (11), pode nos mostrar o que o novo treinador pretende no Cruzeiro.

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