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Passagem de Ney Franco pelo Cruzeiro durou um mês, sete jogos e produziu um aproveitamento pífio

Ney Franco não resistiu ao terrível empate em 0 a 0 com o Oeste e foi demitido do Cruzeiro. Após estrear contra o Vitória no dia 11 de setembro, o treinador ficou exatamente um mês à frente da Raposa, e possuiu um desempenho extremamente ruim.

Ao todo, foram sete partidas, quatro derrotas, um empate e apenas duas vitória. O aproveitamento no período foi apenas de 33%.

Em sua estreia, contra o Vitória, Ney Franco chegou a plantar uma semente de esperança no coração do torcedor cruzeirense. Com uma atuação minimamente boa, a Raposa venceu por 1 a 0, com gol de Régis. O triunfo passou a impressão de que o Cruzeiro havia entrado nos trilhos, mas o destino calhou de desiludir a torcida estrelada. Na rodada seguinte, uma dura derrota por 3 a 1 para o CSA, lanterna da época.

O revés ante aos alagoanos deu a letra do que estava por vir. Contra o Avaí, na sequência, um jogo de desempenho ruim, que resultou numa vitória por 1 a 0 dos catarinenses, em um contra-ataque no final da partida.

A rodada seguinte voltou a ilusionar a torcida azul. Com uma atuação convincente, o Cruzeiro venceu a Ponte Preta por 3 a 0. Os gols de Filipe Machado, Arthur Caíke e Manoel voltaram a desenhar uma possível reação da equipe mineira que, mais uma vez, não aconteceu.

Após o bom resultado, a Raposa visitou o Cuiabá na esperança de engatar uma sequência positiva. No entanto, em uma partida infeliz de Ney Franco, que teve participação muito criticada, o time do Barro Preto foi punido com um gol do adversário no último lance, e saiu novamente derrotada.

Os tropeços contra Sampaio Corrêa e Oeste foram os tiros de misericórdia no trabalho de Ney Franco no Cruzeiro. Contra os maranhenses, o que se viu foi uma equipe sem criatividade, desorganizada e sem rumo dentro de campo. Contra os paulistas, pior time do campeonato, uma Raposa sem alma aterrorizou os torcedores azuis em um dos jogos mais tenebrosos da história recente do clube estrelado. Nessa partida, inclusive, Ney Franco tomou diversas decisões precipitadas tendo em vista a situação cruzeirense na tabela. Por exemplo, tirar o atacante Arthur Caíke e botar o volante Adriano quando é preciso buscar o resultado.

32 dias depois, acabou o tempo de Ney Franco no Cruzeiro. Por outro lado, acabou também o tempo da diretoria celeste errar na busca por um treinador. Em caso contrário, a Série C está mais próxima do que o imaginado.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Mais Cruzeiro e de seus demais colaboradores

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