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Falência esportiva: a pior crise do Cruzeiro

Em 2019, o Cruzeiro teve um prejuízo de R$ 394 milhões, o maior da história do futebol brasileiro. A crise se instalou e resultou com a queda para a Série B. Entretanto, no momento o clube corre um risco ainda maior do que prejuízos econômicos: a falência esportiva.

O termo foi utilizado pelo economista Fernando Ferreira, em uma transmissão ao vivo realizada recentemente pelo canal “Pluri”. Ele explicou que por pior que seja o cenário financeiro de um clube, entidades associativas não quebram.

O que acontece é que a falta de recursos acaba refletindo em campo. Sem dinheiro para fazer investimentos e contratar jogadores, o clube acaba sendo rebaixado de divisões. Desse modo, a queda significa menos dinheiro entrando, menos interesse do público, perda de sócios e patrocínios. Afundando cada vez mais a entidade.

Caminhando a passos largos para a falência esportiva

O grande problema é que o Cruzeiro parece estar caminhando justamente para uma falência esportiva. A queda para a Série B foi a principal consequência da crise. Entretanto, os torcedores acreditavam que esse seria somente um ano atípico e que em 2021 o clube já estaria de volta a elite do futebol.

Contudo, não é isso que vem acontecendo. A Raposa iniciou o campeonato com menos 6 pontos. Conseguiu bons resultados no começo, mas sofreu uma queda de rendimento. Como consequência, o técnico Enderson Moreira foi demitido.

Acarretando mais uma multa rescisória e a busca por um novo treinador. Enfim um novo técnico chega, Ney Franco foi a aposta. Os jogadores tinham que se readaptar a um novo estilo de jogo, o que não aconteceu. Somando mais resultados negativos e a queda e permanência na zona de rebaixamento para a Série C, Ney foi demitido.

No momento, o Cruzeiro já recebeu o não de quatro treinadores. O time segue sem técnico, na zona de rebaixamento e vê a Série A cada vez mais distante. Uma possível queda para a Série C, pode significar o fim do Cruzeiro que os torcedores conheciam.

Situação financeira

Na mesma transmissão ao vivo, Fernando Ferreira definiu a situação do Cruzeiro como “o pior balanço da história do futebol brasileiro”. Segundo o economista, o clube está em situação de déficit financeiro há mais de 10 anos. Isso significa que o Cruzeiro gastava muito além do que recebia.

Os dados apresentados por ele revelam que desde 2011 o Cruzeiro vem apresentando uma perda de patrimônio contínua. Em números, isso significa R$ 687 milhões de déficit acumulado. Sendo que R$ 394 milhões foram somente em 2019.

Além disso, nos últimos oito anos o endividamento líquido cresceu 564% e atingiu R$ 799 milhões. Mais uma vez, o maior da história do futebol brasileiro. Um ponto importante ressaltado por Fernando é o fato de que isso acontece mesmo em um período em que o clube apresentava um aumento de 129% das receitas.

E tem como o Cruzeiro sair do buraco?

Segundo Fernando Ferreira, sim, a situação do Cruzeiro tem solução. Para ele a saída é justamente a equipe evitar a falência financeira e reconquistar seu lugar na elite do futebol. Porém, apresentar um bom resultado e conquistar vitórias está se mostrando o maior desafio do Cruzeiro em 2020.

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