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Fim da passividade de jogadores e diretoria do Cruzeiro com a arbitragem é tão urgente quanto a melhoria técnica

O Cruzeiro amargou mais um tropeço na Série B neste fim de semana. Normalmente um empate com o Naútico no Estádio do Aflitos após uma outra vitória fora de casa não seria considerado dos maiores tropeços. Mas a situação do time celeste não é nada normal e a zona de rebaixamento já faz parte da realidade do torcedor há muitas rodadas.

A equipe celeste ainda sente dificuldades na parte técnica e faz jogos abaixo da crítica, por deficiência de jogadores, má fase destes, falta de confiança, entre outros. Mas, além da melhora do fator técnico, da bola no pé, outro ponto tem de ser melhorado com urgência no Cruzeiro: a passividade do time em relação a arbitragem.

Nada que eu falar a partir de agora busca justificar o desempenho ruim do Cruzeiro na Série B, muito pelo contrário. Viso apontar mais um dos tantos problemas que acometem o time celeste neste ano de 2020.

Erros sucessivos

É difícil afirmar que o Cruzeiro seja “o time mais prejudicado pela arbitragem” na Série B, ou algo do tipo. Mas é fato que o time mineiro tem passado por esse tipo de problema. Nas primeiras rodadas os gols irregulares dos adversários passaram batidos, imagina-se pela sequência de vitórias.

Mas os triunfos se acabaram, a fase piorou e os erros seguiram acontecendo e passando batidos. Alguns deles graves a ponto de lesionarem jogadores do Cruzeiro. Contra o Avaí, na 11ª rodada, Arthur Caíke foi deslocado no ar, dentro da área, se chocou com a trave e precisou ser substituído e levar três pontos no braço. O Cruzeiro também poderia ter levado três pontos se o árbitro tivesse marcado o pênalti claro no lance. Não marcou.

Fim da passividade de jogadores e diretoria do Cruzeiro com a arbitragem é tão urgente quanto a melhoria técnica
Arthur Caíke sofreu pênalti claro contra o Avaí que não foi marcado e muito menos questionado – Foto: Alexandre Guzanshe/EM D.A Press

Na partida de ontem (25), Jorge Henrique num lance maldoso tirou o lateral Matheus Pereira da partida e possivelmente dos próximos jogos do Cruzeiro, que tem Giovanni e Patrick Brey como opção. O amarelo ao atacante do Timbu saiu muito mais barato que o prejuízo da Raposa. Ouve também o lance de braço aberto dentro da área e outra entrada dura do mesmo Jorge Henrique. Isso sem contar outras partidas em que lances duros nem resultaram em faltas, como foi contra CRB, Sampaio Correa, entre outros.

Passividade

Mas a péssima qualidade da arbitragem somada à falta do VAR não assusta. O que mais assusta é a passividade de jogadores e em diversas ocasiões até dos treinadores do Cruzeiro ao verem lances como estes a poucos metros de si e não esboçarem nenhuma reação de indgnação ou cobranças.

Nas entrevistas de pós-jogo, nada. Jogadores saem de campo quietos. Treinadores passam coletivas sem tocar no tema. E presidente que já reclamou de vestiário sem luz em Alagoas também segue calado.

Para muitos adversários do Cruzeiro cada bola disputada é como se fosse o último prato de arroz e feijão e até um lateral marcado a favor do time mineiro resulta em reclamações. Quando é a vez do estrelado mineiro, entradas “próximas a assassinatos” passam batidas como se fossem carinhos maternos.

Será vergonha?

O que eu penso é que: será vergonha de reclamar? “Um time do tamanho do Cruzeiro? Reclamando de arbitragem por estar em mau momento na Série B?”. Se for isso, ainda pior, pois a vaidade de ser o Cruzeiro vem do orgulho no sentido de gostar de ser o que é. Não do orgulho arrogante de “não se rebaixar” mesmo quando já está rebaixado.

É preciso mais luta e brio, desde o presidente aos atletas que sentam no banco de reservas durante os confrontos. Já tem sido difícil na técnica, erros não precisam puxar ainda mais para baixo. O Cruzeiro é grande e grandeza também está em não aceitar ser prejudicado. Time vencedor é o que se indigna na derrota. Se cada vez que algo é tirado, que tirou não for cobrado, o fim estará mais próximo, mais fácil. Melhor chorar agora do que chorar depois.

*Este é um artigo de opinião e não reflete, necessariamente, o pensamento do Mais Cruzeiro e de seus demais colaboradores.

Veja também: Náutico 1 x 1 Cruzeiro: veja as notas dos jogadores na partida de domingo (25)

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