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Opinião: “Caso Zé Eduardo” expõe consequências da falta de planejamento e de atitudes desesperadas do Cruzeiro em 2020

Qries

Em 2020, a Raposa teve dois presidentes, diversos “gestores”, quatro diretores de futebol, quatro técnicos e mais de 50 jogadores. Estes números estratosféricos resumem bem a situação do Cruzeiro que, em novembro, passa por situações constrangedoras como a do atacante Zé Eduardo.

A bagunça política e administrativa de 2019 se alastrou no Cruzeiro de 2020, que tem dificuldades para se desgarrar dessa situação.

Cada diretoria e cada técnico que passou e passa pelo clube não atual temporada, pede jogadores e acabam deixando “heranças malditas” para seus respectivos substitutos. Por exemplo, João Lucas e Everton Felipe chegaram na época de Adilson Batista e Ocimar Bolicenho, mas não agradaram Enderson Moreira e Ricardo Drubsky que, por sua vez, pediram o lateral Giovanni. Esse, consequentemente, não agradou Ney Franco e Felipão, e hoje está encostado.

Por falar em Ney Franco, o técnico foi demitido tão rápido que sequer pôde utilizar seus reforços, como Giovanni Piccolomo e Matheus Índio. O primeiro ainda não estreou pelo Cruzeiro e o segundo foi dispensado sem atuar. Ambos desembarcaram em BH com o aval do diretor Deivid.

Agora, Felipão tenta moldar o elenco de acordo com seu estilo, e falta de planejamento fica cada vez mais evidente.

Desespero

Em determinado momento do ano, o Cruzeiro se encontrava no Z4 da Série B e sem poder contratar jogadores e, desta forma, foi ao América de Natal resgatar Zé Eduardo, que vinha se destacando no ataque vermelho. O jovem de 21 anos ligou luzes de esperanças nos torcedores azuis, que clamavam por uma solução. No entanto, o tempo passou e Zé Eduardo praticamente não jogou com Ney Franco, técnico que pediu seu retorno.

Com Felipão, a situação prosseguiu e chegou a um ponto insustentável. O treinador não conta com ele, a diretoria busca uma saída para o problema e a torcida questiona o motivo pelo qual Zé Eduardo não recebe oportunidades no time do Cruzeiro.

No América, Zé disputou a Série D, Copa do Brasil e Campeonato Potiguar, torneios, com exceção à Copa do Brasil, muito distantes do nível técnico exigido pela equipe estrelado hoje em dia. No entanto, falhou a avalição de Deivid e sua equipe, e pesou mais o desespero por uma solução rápida e fácil.

Entretanto, como diz o ditado, a pressa é inimiga da perfeição. Aquele que era pra ser o salvador, virou um problema técnico e financeiro, já que o Cruzeiro cedeu 15% dos direitos econômicos de Zé Eduardo ao América de Natal.

Atualmente, o clube tenta resolver o impasse como clube do Rio Grande do Norte, mas tem dificuldades. O caso de Zé Eduardo resume, com maestria, o que é o Cruzeiro de 2020 na direção de futebol, independentemente de quem comanda.

Equívocos, desespero, e falta de planejamento não faltam. A consequência do conjunto dessa obra é, em novembro, o clube celeste ainda estar formando um time, já caminhando para a reta final da temporada.

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