Início Especiais Centenário Quem construiu a história do Cruzeiro: Niginho, o Menino Metralha

Quem construiu a história do Cruzeiro: Niginho, o Menino Metralha

Se hoje a Raposa pode se orgulhar de sua extensa e bonita história, tem de agradecer aos agentes do passado. Por isso, o Mais Cruzeiro lança uma série de matérias especiais sobre o centenário estrelado. O personagem de hoje é Niginho, o primeiro grande herói do Cruzeiro.

Leonízio Fantoni, o Niginho, já é cruzeirense na assinatura. O nome italiano não deixa escapar que as raízes do ídolo com o time azul são mais profundas do que o comum. Filho de uma família da Terra da Bota, o jogador nasceu em Belo Horizonte em 1912.

Já aos 14 anos, era presença carimbada nas categorias de base do Cruzeiro, o que ainda era só o começo. Com duas passagens pelo Palestra Itália de Minas Gerais, Niginho se firmou como maior ídolo do clube antes da construção do Mineirão.

Ademais, venceu seis títulos mineiros, em 1928, 1929, 1930, 1943, 1944 e 1945. Como se não bastasse, é o terceiro maior artilheiro da história do clube, com 213 gols em 288, ficando atrás apenas de Tostão e Dirceu Lopes.

A primeira passagem de Niginho pelo Cruzeiro durou de 1929 a 1933, até ele rumar à Lazio, da Itália. Os quatro anos foram suficientes para ele conquistar o tricampeonato estadual e ganhar a alcunha de “Carrasco dos Clássicos”, após castigar Atlético e América sem qualquer tipo de piedade.

Depois da Lazio, ele ainda passou por Palestra Itália-SP, o atual Palmeiras, e Vasco. Como de praxe de um grande jogador, foram até boas passagens, com troféus e gols. No entanto, sua casa era, de fato, o Barro Preto.

Em 1939, Niginho retornou ao Cruzeiro. No segundo período pelo clube, ganhou outros três títulos estaduais e se firmou como o grande ídolo dos cruzeirenses. Consagrado, ele era mais do que um jogador. Era o “Carrasco dos Clássicos”, o “Tanque” e o “Menino Metralha”.

Após pendurar as chuteiras em 1947, Leonízio Fantoni se aventurou como técnico do Cruzeiro, e não decepcionou. Em meio a tantas passagens, foram muitas temporadas e 256 jogos. Niginho é o terceiro técnico com mais jogos pelo clube, perdendo apenas para Ilton Chaves (362 jogos) e Levir Culpi (257 jogos). Com a prancheta na mão, foram três títulos mineiros, nos anos de 1959, 1960 e 1961.

Niginho marcou seu nome na centenária história do Cruzeiro. Ele foi uma das primeiras e mais importantes pilastras na estruturação desta grande construção que foi feita ao longo dos últimos 100 anos.

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