Início Análises Dos 15 jogadores "mais experientes" do Cruzeiro, dez são reservas

Dos 15 jogadores “mais experientes” do Cruzeiro, dez são reservas

O Cruzeiro entrou na temporada 2020 prometendo uma reformulação no seu elenco, apostando na base, mas fazendo mescla com jogadores mais experientes que dariam consistência ao time. Mas na prática não foi isso que se viu. O planejamento da equipe inexistiu e não houve um padrão na montagem do plantel. o que acabou rendendo uma temporada de decepções, com eliminações precoces em todas as competições que disputou e uma praticamente confirmada continuidade na Série B.

Num ano que a máxima era “não poder errar”, o Cruzeiro errou muito, apostando em jogadores veteranos e retornos de atletas que não agregaram ao clube, além de incharem a folha salarial, disparada a maior da Série B e maior que a de muitos times da Série A.

E a prova do investimento errado é que dos 15 nomes mais “rodados e experientes” do elenco, dez são reservas. Com boa parte deles recebendo o teto salarial do Cruzeiro. Ou seja, os que mais recebem são os que menos atuam.

Dos 15 jogadores mais "experientes" do Cruzeiro, dez são reservas
Jadson e Régis estão entre os jogadores mais “rodados” que não conseguiram a titularidade – Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Os atletas

Os jogadores “mais experientes” citados são: Fábio, Raúl Cáceres, Daniel Guedes, Manoel, Léo, Dedé, Giovanni Palmieri, Henrique, Jadson, Arthur Caíke, Sassá, Marcelo Moreno, Rafael Sóbis, William Pottker e Régis, sendo que esse último já deixou o clube, mas por ser um movimento recente, de uma semana atrás, pode ser contabilizado.

Dos citados, somente Fábio, Raúl Cáceres, Manoel, William Pottker e Rafael Sóbis são titulares, levando-se em conta as últimas partidas do Cruzeiro. E dos dez restantes, os únicos que entram com regularidade nos jogos são Jadson, Arthur Caíke, Sassá, Marcelo Moreno e Régis. Portanto, cinco deles não jogam há bastante tempo.

Fora isso, existiram situações como as de Marquinhos Gabriel, que retornou ao clube, não conseguiu render, e pediu para sair e Iván Angulo, que ficou meses na Raposa para disputar somente um jogo. Jogadores como Ramon, Filipe Machado e Giovanni Piccolomo, apesar de já terem alguns anos de carreira, não foram incluídos por não terem chegado ao Cruzeiro com maior status.

Tal situação mostra um dos grandes problemas do Cruzeiro, que vê dois terços de seus jogadores mais experientes e caros se tornando apenas opções de composição de elenco ou nem mesmo isso, papel este que logicamente deveria ser ocupado por atletas mais jovens e/ou baratos.

Levando-se em conta o teto salarial que varia entre R$ 150 e R$ 200 mil mensais, pode se estimar que com os dez atletas que jogam pouco, há um gasto que varia entre R$ 1,5 e R$ 2 milhões mensais, representando cerca de metade da folha salarial do clube, que apesar de ser extremamente alta para os padrões Série B, não se reflete em campo.

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